
GEOGRAFIA DO MARANHÃO
I-ASPECTOS GERAIS
O Maranhão é um dos 9 estados que formam a região Nordeste, ocupando o trecho ocidental da mesma. Forma juntamente com o Estado do Piauí, o chamado Meio Norte ou Nordeste Ocidental.
Na Bandeira Nacional, é representado pela Estrela Beta do Escorpião, lado inferior do círculo. Grande parte do seu território fica inserida na parte de atuação da SUDAM.
É o 8º maior estado da Federração e o 2º da região Nordeste, em superficie. Fica dentro do 2º fuso horário do Brasil, atrasado 3 horas em relação a Greenwich. É o fuso da Hora legal do Brasil- Hora de Brasilia.
II-LOCALIZAÇÃO
Está totalmente localizado ho Hemisferio Sul e no Hemisferio Ocidental. Ocupa a porção ocidental da região Nordeste, fazendo fronteira com a região Norte.
III-SUPERFÍCIE
A superficie do Maranhão é de 331. 983,293 km² do territorio brasileiro, o que lhe garante o 8º lugar entre os maiores unidades da Federação, superado pelos Estados do Amazonas, Pará, Matp Grosso, Góias, Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso do Sul.
É o 2° maior Estado da região Nordeste, ocupando 21,2% do total desta tegião, sendo superado pelo Estado da Bahia.
IV-DIMENSÕES
O território maranhense se estende mais no sentido norte-sul, de Cabo Gurupi até as cabeceiras do rio Parnaíba num total de 1. 032 km.
Da barra do rio Parnaíba (ponto extremo a leste) confkuência do Araguai e Tocantins (ponto extremo a oeste), a dimensão é de 781 km.
V-LIMITES
Norte: Oceano Atlântico...640 km
Sul e Sudoeste: Tocantins... 1. 060 km
Sul e Sudeste: Piauí... 1. 365 km
Oeste: Pará... 798 km
O Maranhão separa-se:
Do Piauí pelo rio Parnaíba.
Do Pará pelo rio Gurupi
So Tocantins pelos rios Tocantins e Manoel Alves Grande.
VI-PONTOS EXTREMOS
Norte: Farol da Pedra Grande na Ilha de São João, no município de Carutapera
Sul: Nascente do rio Àguas Quentes na Serra sa Tabatinga, Município de Alto Parnaíba
Leste: rio Parnaíba, defluência com o rio Iguaçu, município de Araioses
Oeste: confluência dos rios Tocantins e Araguaia, municipio de Imperatriz.
VII-GEOLOGIA E RELEVO
De relevo plano, o Maranhão tem 90% do território abaixo de 200m de altura e apenas dez por cento acima de 300m. O quadro geomorfológico é composto por duas unidades: a baixada litorânea e o planalto. Domina na baixada um relevo de colinas e tabuleiros, talhados em arenitos da série Barreiras. Em certas partes do litoral, inclusive na ilha de São Luís, situada no centro do chamado golfão maranhense, esse relevo chega até a linha da costa. Em outras, fica separado do mar por uma faixa de terrenos baixos e planos, sujeita a inundações no período das chuvas. É a planície litorânea propriamente dita, que no fundo do golfão toma o nome de Perises. A leste do golfão maranhense, esses terrenos assumem o caráter de amplos areais com formações de dunas, que integram a costa dos Lençóis, até a baía de Tutóia.
O planalto ocupa todo o interior do estado com um relevo tabular. Apresenta feição de um conjunto de chapadões talhados em terrenos sedimentares (arenitos xistosos e folhelhos). Nas proximidades do golfão maranhense as elevações alcançam apenas 150 a 200m de altura; mais para o sul, 300 a 400m; e nas proximidades do divisor de águas, entre as bacias do Parnaíba e Tocantins, atingem 600m. Os vales do planalto separam os chapadões uns dos outros por meio de entalhes profundos, e por essa razão os chapadões apresentam escarpas abruptas em contraste com o topo regular.
VIII-CLIMA.
Ocorrem no Maranhão quatro tipos de clima de acordo com Thorntwaite (1948): o equatorial superúmido (noroeste do Maranhão), o equatorial úmido (norte e oeste do Maranhão), o tropical sub-úmido (sudeste e nordeste do Maranhão) e o tropical sub-úmido seco (leste e centro-sudeste do Maranhão). Os quatro apresentam regimes térmicos semelhantes, com médias anuais elevadas, que variam em torno de 26o C, mas diferem quanto ao comportamento pluviométrico. O primeiro tipo, dominante na parte ocidental do estado, apresenta os totais mais elevados (cerca de 2.000mm anuais); os outros três apresentam pluviosidade mais reduzida (de 1.250 a 1.500mm anuais) e estação seca bem marcada, e diferem entre si, como seu próprio nome indica, pela época de ocorrência das chuvas.
XIX-VEGETAÇÃO.
Uma vegetação de floresta, campos e cerrados reveste o território maranhense.
A floresta Amazônica ocupa toda a porção oeste e noroeste do estado, ou seja, a maior parte da área situada a oeste do rio Itapecuru. Essa floresta encontra devastada em conseqüência da siderúrgica de ferrogusa, extração de madeira e para pasto pra gado.
Mata dos Cocais, nessas matas ocorre com grande abundância a palmeira do babaçu, produto básico da economia extrativa local e também a Carnaúba. Ocupa a parte central do Estado.
Os campos dominam em torno do golfão maranhense e no litoral ocidental, tem como característica vegetação herbácea alegável pelos rios e lagos da Baixada Maranhense.
Os cerrados é a vegetação predominante no Maranhão e recobrem as regiões oriental e meridional. Formado por árvores de porte médio e vegetação rasteira.
Mangues predomina no litoral maranhense desde a foz do Gurupi até a foz do Periá..
X-HIDROGRAFIA
Quase toda a drenagem do estado se faz de sul para norte através de numerosos rios independentes que se dirigem para o Atlântico: Gurupi, Turiaçu, Pindaré, Mearim, Manoel Alves Grande, Itapecuru e Parnaíba. A sudoeste do estado uma pequena parte do escoamento se faz em direção a oeste. Integram-na pequenos afluentes da margem direita do Tocantins.
X.1- O LITORAL MARANHENSE
O litoral Maranhense situa-se no Atlântico Sul, no segmento norte ou setentrional do Brasil, estendendo-se do Estuário do Gurupi (PA/MA) até o Delta das Américas (MA/PA), tendo como características principais: os mangues, dunas, as maiores marés do país e grande potencial turístico.
LITORAL OCIDENTAL
· Entre Carutapera e Alcântara
· Baías, rias, mangues e ilhas
· Atividade pesqueira
· Destaques: Antilhas Maranhenses e Parcel de Manoel Luis
· Foz mais importantes: rios Gurupi, Turiaçu. e Pericumã
· Rico em rios
GOLFÃO MARANHENSE
· Entre Alcântara e Icatu
· Rias e Mangues
· Atividade Portuária (Itaqui, Ponta da Madeira e Alumar)
· Destaques: Ilha de São Luis, Baía de São Marcos. Baía de São José e Estreito dos Mosquitos
· Foz mais importante: rios Pindaré, Mearim, Itapecuru e Munim
· Rico em rios
LITORAL ORIENTAL
· Entre Icatu e Araioses
· Dunas
· Potencial Salineiro
· Destaques: Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses e Delta das Américas (Parnaíba)
· Foz mais importante: rio Periá, Preguiças e Parnaíba
· Pobre em rios
XI-POPULAÇÃO
A população do Maranhão é estimada em 6.184.538 habitante, de acordo com dados do IBGE de 2006.
No centro-norte do estado -- em toda a região situada em torno do golfão maranhense e ao sul deste (vales dos rios Pindaré, Mearim, Grajaú e Itapecuru) -- registram-se as mais elevadas densidades demográficas. No restante do estado o povoamento é escasso. É forte a proporção de negros e mulatos, além de remanescentes indígenas dos grupos tupis e jês.
Com exceção do extremo ocidental do estado, que pertence à área de influência de Belém, todo o território maranhense é parte integrante da região polarizada por Recife e mais recentemente Fortaleza. A ação econômica da metrópole pernambucana se exerce no Maranhão por intermédio de São Luís, para a maior parte do território estadual, e de Teresina, capital do Piauí, para alguns municípios situados junto à divisa com esse estado.
O índice de urbanização do Maranhão é baixo, com cerca de um terço da população nas áreas urbanas. À capital do estado, São Luís, seguem-se em importância Imperatriz, Caxias, Santa Inês, Codó e Bacabal. Os demais centros urbanos são modestos: Santa Luzia, Barra do Corda, Timon, Pedreiras, Monção, Açailândia, Coroatá, Penalva são os de maior população.
XII-ECONOMIA
Agricultura e pecuária. A principal região econômica do Maranhão é o centro-norte, onde se localizam os vales dos rios Pindaré, Mearim e Itapecuru. Ali se concentra a maior parte das atividades agrícolas, pastoris e extrativas do estado. O vale do Itapecuru foi ocupado nos séculos XVIII e XIX pela cultura algodoeira. Na segunda metade do século XX, passou a dominar nessa região a cultura do arroz, secundada pela do milho, da mandioca, do feijão e do algodão arbóreo. Além de principal produtor de arroz do estado, o vale do Itapecuru é também o maior produtor de coco de babaçu e tem o segundo rebanho bovino do estado. Imigrantes nordestinos que repovoaram os sertões do Mearim e do Pindaré, e também o caboclo maranhense, dedicaram-se à rizicultura com tal afinco que logo a produção passou da casa dos milhares para a dos milhões de sacas, e o arroz voltou a ser exportado para o resto do país.
Os vales dos rios Mearim e Pindaré constituem áreas de ocupação mais recente que a do Itapecuru. Para lá acorreram migrantes do próprio Maranhão e provenientes de outros estados nordestinos. A economia dessa região baseia-se nas culturas de milho e arroz e na extração do coco de babaçu. Ainda na região centro-norte encontram-se os campos de Perises, principal área criatória do estado.
No restante do estado desenvolvem-se as mesmas atividades do centro-norte, só que em escala mais reduzida. A atividade agrícola quase sempre se restringe a culturas de subsistência. O principal produto vegetal do Maranhão é o babaçu, empregado na fabricação de um óleo finíssimo, comestível e de alto valor industrial, como lubrificante e combustível, ou como insumo para a saboaria. A torta, resíduo da extração do óleo, é transformada em farelo para alimentação do gado bovino e suíno, ou usada como adubo nitrogenado. As cascas do coco dão um ótimo carvão, com elevado teor de carbono, utilizado como redutor de minério. Por um processo de destilação físico-química, as cascas produzem também alcatrão, acetatos, ácido acético e álcool.
Poderemos ainda classificar num resumo a economia maranhense:
Agricultura
A agricultura maranhense é a principal atividade econômica do Estado, considerando o seu nível de desenvolvimento que ainda é bastante reduzido, podemos caracterizar a agricultura maranhense como:
Arcaica: A maioria dos agricultores maranhenses, ainda utilizam sistema de roça de herança indígena, utilizando técnicas, recursos e instrumentos rudimentares tais como: rotação de terra, energia humana e animal, enxada, foice, facão, machado, sacho, etc.
Policultura de subsistência: Os produtos na roça são cultivados sob a forma de consórcios e destinados principalmente a manutenção da família.
Baixa produtividade O modo de uso do solo e as técnicas utilizadas proporcionam baixo rendimento dos produtos por áreas cultivadas.
Dependência da natureza: A atividade agrícola do maranhão está condicionada aos elementos naturais, como o clima e o solo, assim as áreas do solo naturalmente férteis como os vales fluviais são mais explorados.
Produtos tropicais: Considerando a dependência natural do agricultor maranhense aliada a técnicas primitivas, os produtos maranhenses são tipicamente tropicais.
A Pecuária
A pecuária maranhense se caracteriza por ser o tipo extensiva, onde os rebanhos são criados soltos, pastando naturalmente sem cuidados técnicos, apresentando baixa produtividade.
Os principais rebanhos
Bovinos: Criado em todo espaço maranhense, este rebanho desempenhou importante papel no povoamento do interior do Estado. Hoje é o rebanho mais importante economicamente, sendo criado por toda a população rural, desde o pequeno produtor, onde o gado é criado solto, ocupando principalmente as capoeiras o centro-leste do Estado, até as grandes fazendas do centro-oeste, onde há maiores cuidados e o gado é destinado a produção de carne e leite.
Suíno: Também criado pelo pequeno e grande pecuarista, sendo o segundo principal rebanho do Estado, onde nos arredores das maiores cidades vem passando por um aprimoramento, aumentando a produtividade, no entanto a maior criação é do pequeno pecuarista, sendo a mesma criada solta, condicionada as pastagens naturais.
Caprino e Ovino: Rebanhos sem grande expressão na pecuária maranhense, sendo voltado mais para o consumo familiar, pois os seus produtos são mais raros para o consumidor maranhense. A principal área de criação é o centro-leste do Estado.
Bubalino: Rebanho criado nos campos alagados da baixada maranhense, fazendo do Maranhão o segundo criador nacional. Embora não seja explorado comercialmente, o búfalo vem assumindo importante papel na produção alimentar, apesar do rebanho apresentar ritmo de crescimento bastante lento em relação aos demais.
Aves Liderado pela galinha este é um rebanho que assume um importante papel na alimentação do trabalhador urbano de baixa renda, pois os baixos custos tem proporcionado a redução dos preços em relação às outras fontes.
Eqüinos, Muares e Asininos: São rebanhos de grande importância no transporte para o pequeno trabalhador urbano rural, auxilia a criação dos outros rebanhos.
Localização
Bovinos: Açailândia, Santa Luzia, Imperatriz e Riachão.
Suíno: Caxias, Pinheiro, Codó e Santa Luzia.
Bubalino: Pinheiro, Viana e Cajari.
Caprino: Caxias, Chapadinha, Buriti e Codó, São Francisco do Ma, Barão de Grajaú.
Eqüino: Codó, Caxias e Lago da Pedra.
Asinino: Caxias, Barra do Corda, Bacabal e Lago da Pedra.
Muares: Lago da Pedra, Bacabal, Barra do Corda e Santa Luzia.
Aves: São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Santa Luzia, Imperatriz e São Luis.
Extrativismo Animal
Os diferentes Biomas, formações litorâneas, estuários, cerrados, campos inundáveis, lagos, formações florestais e cocais refletem na grande diversidade de espécies na fauna maranhense, que retribui na contribuição para sobrevivência de muitas espécies vegetais, pois têm papel fundamental na origem e recuperação pedóloga, assim como são indicadores vivos das condições ambientais e produtividade dos ecossistemas.
Pesca
O Maranhão encontra-se entre os grandes pescadores nacionais, embora a atividades pesqueira no Maranhão ainda seja praticada de forma bastante primitiva com o uso de instrumentos artesanais. O litoral maranhense é bastante favorável à pesca devido os seguintes fatores: a extensão, a grande plataforma continental, estuários fluviais, marés e correntes marinhas. Todos os municípios costeiros praticam a pesca seja junto a costa com as geleiras o barco a remo com destaque para a pescada, bagre, serra, corvina e tainha, ou em alto mar com pargueiros destacando-se cavala, pargo, garaupa, cioba, carachimbola capturados principalmente nas proximidades bancos de recifes.
Municípios cuja atividade pesqueira é significante: Carutapera, Luis Domingues, Godofredo Viana, Cândido Mendes, Turiaçu, Bacuri, Cururupu, Cedral, Guimarães, Alcântara, São Luis, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Axixá, Morros, Icatu, Primeira Cruz, Humberto de Campos, Barreirinhas e Tutóia.
Além da pesca marinha, o Maranhão aproveita também a piscosidade dos rios, igarapés e lagos para a atividade pesqueira. A pesca fluvial assume o papel de uma atividade a mais para a complementação alimentar e aumentar a renda familiar da população ribeirinha. Com o uso de malhadeira, Zangaria, Tapagem, Curral, rede de arrasto, espinhal, tarrafos, puçás, etc. A população ribeirinha captura várias espécies para fins alimentares ou para venda sob forma cambo como: branquinha, curimatá, piau, surubim, pescada, mandi, cascudo, traira, mandubi, etc. Entre as grandes fontes destacam-se os rios Pindaré, Mearim, Itapecuru, Grajaú, Munin, etc.
A pesca nos lagos é de grande importância para a economia da população local, sendo a região banhada por Lago-Açú, nos municípios de Vitória do Mearim e Pio XII o grande produtor estadual, hoje Conceição de Lago-Açú.
Molusco
Representados por Sururu, Ostras, Sarnambi dentre outros que habitam faixas litorâneas e estuários. São muito apreciados e de alto valor nutritivo representando uma fonte alternativa de subsistência às populações carentes, quer seja pelo consumo ou comercialização.
Áreas de ocorrências: Baías de Sarnambi, Tubarão, Caçambeira, Lençóis, São José, Tutóia e estuários dos rios Cururuca, Mosquitos e Coqueiros.
A produção de moluscos no Estado do Maranhão apresenta uma posição de ponta diante dos demais estados nordestinos.
Camarão: De ocorrências significativa no Estado, em área de reentrâncias, baías, golfos e igarapés, tem nos municípios de Guimarães, Cururupu, Bacuri, Tutóia, Paço do Lumiar e São José de Ribamar seus principais produtores.
Caranguejo: Largamente consumido em áreas de lazer, o caranguejo é um dos principais componentes da fauna dos manguezais, tendo os municípios da ilha e Araioses os grande produtores.
Siri
Lagosta
Guarás
Caça
Embora cada vez mais rara, a caça ainda é praticada no Maranhão para o complemento alimentar do trabalhador rural, principalmente em áreas onde não há grandes concentrações populacionais. São alvos para fins espécies de mamíferos como tatu, paca, cutia, capivara, porco-do-mato e veados do tipo catingueiro e mateiro, assim como aves para o consumo como nambu, siricora e outras, no entanto, as grandes capturas são nas jaçanãs e nos guarás ambos para fins comerciais.
Extrativismo Vegetal
Beneficiado pela situação geográfica as condições naturais e a grande variedades de paisagens, principalmente a mata característica. O extrativismo maranhense se destaca no cenário nacional pela quantidade e variedades de produtos, sendo uma das principais atividades econômicas do Estado. Entre os produtos podemos destacar:
Babaçu: (Obygnya martiana) É a maior riqueza do extrativismo maranhense, pois trata-se do produto de exportação mais importante do Estado. O Maranhão apresenta a maior produção nacional. O babaçu é extraído pelo pequeno agricultor de forma bastante rudimentar, principalmente pela população feminina, onde a renda é obtida e trocada por gêneros de consumo nas quitandas. Os maiores focos dos babaçuais encontram-se nos vales dos principais rios maranhenses, na mata de transição.
Jaborandi ou arruda: (Pilocarpus jaborandi) É um arbusto da família das rutáceas que, no Brasil ocorre na Amazônia Oriental, sendo o Maranhão o grande produtor nacional. Desta planta extrai-se uma substância denominada policarpina, longamente utilizada na indústria farmacêutica. A maior extração desse produto ocorre nos meses secos no município de Arame, Morros, Barra do Corda, Santa Luzia e São Benedito do Rio Preto.
Madeira em tora: A Amazônia Oriental penetra no oeste maranhense, apresentado-se menos densa, associada ao processo de ocupação da porção ocidental do Estado e a implantação de siderúrgicas na região, tem acelerado o processo de extração de madeira em tora no Brasil.
Entre as espécies destacam-se o pau-d’arco ou Ipê, Jatobá, Maçaranduba, Mogno, Angelim e outros. No cerradão o potencial madeireiro é pouco, salva-se quando há ocorrências de espécies como Sucupira, Maçaranduba e Jatobá, por outro lado o cerrado volta-se a produção de lenha e construção de cercas através dos mourões.
Outros produtos de extração vegetal
Produto
Extração no Maranhão
Prod. Nacionais
Carvão Vegetal
Em todo MA, principalmente Açailândia, Sta. Quitéria do MA
MG, GO, MS e MA
Lenha
Extraído do Leste e Oeste MA, destacando-se Caxias
BA, CE, MG e MA
Cera de Carnaúba
Baixo Parnaíba e Pinheiro
PI, CE, RN e MA
Fibra de Carnaúba
Município de Pinheiro
CE, MA e PI
Fibra de Buriti
Lençóis Maranhenses em Tutóia
PA, MA e BA
Tucum
Santa Rita, Anajatuba e Magalhães de Almeida
PI, MA e BA
Açai
Município de Cururupu
PA, AM e AP
Castanha de Cajú
Município de Zé Doca
BA, PE, CE e RN
Pequi
Município de Timon
GO, MG, BA e PI
Extrativismo Mineral
A formação geológica confere ao Estado o seu potencial mineral, cuja atividade é de pequena expressão na economia, seja pela concentração de minerais, ou seja pela forma de extração.
Entre os principais produtos, pode-se destacar:
Calcário: Bastante difundido pelo sudoeste, avançando de oeste para leste até Presidente Dutra, partindo para o nordeste, destacando-se Codó, Caxias e Coroatá. É matéria-prima para a fabricação de cimento, fertilizantes e utilizados na correção de solos.
Gipsita: Sua distribuição é semelhante ao calcário.
Ouro: Turiaçu, Maracaçumé, Cândido Mendes, etc.
Cobre: Pingado no Vale do Parnaíba.
Diamante: Balsas e Carolina
Opala: Porto Franco
Urânio: Imperatriz
Água Mineral: São José de Ribamar, São Luis, Caxias e Imperatriz
Granito: No afloramento Pré-Cambriano nos municípios de Rosário, Morros e Axixá.
Mármore: Fortaleza dos Nogueiras e Caxias
Argila: São Luis, Paço do Lumiar, Rosário, Guimarães e Mirinzal.
Petróleo: Ocorrências em Barreirinhas.
Enxofre: Tutóia e Barreirinhas
Sal Marinho: É o principal produto do extrativismo mineral, onde o Maranhão possui a quarta produção nacional, sendo superado pelo Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, e Ceará. A extração ocorrer principalmente em Tutóia, Humberto de Campos, Araioses e Primeira Cruz.
Manganês e Ferro
No município de Pirapemas há ocorrências de gás de potássio.
Energia e mineração. A energia elétrica no Maranhão é distribuída pela Companhia Energética do Maranhão, e é oriunda de dois sistemas operacionais.Companhia Hidrelétrica de São Francisco: Através da Hidrelétrica Presidente Castelo Branco ou Boa Esperança no Rio Parnaíba, responsável pelo abastecimento hidrelétrico do Nordeste Ocidental (MA e PI).Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A: Através da Hidrelétrica de Tucuruí no Rio Tocantins, fornecedora da energia para os Projetos Econômicos, inclusive a cidade de São Luis e mais recentemente um grande número de municípios de Baixada.
As principais atividades extrativas do Maranhão são a exploração de sal marinho e o garimpo de ouro e diamantes, na região do baixo rio Gurupi.
XIII-INDÚSTRIA.
Na década de 1980, foi inaugurado no Distrito Industrial de São Luís a fábrica de alumínio da Alcoa, com capitais americanos e anglo-holandeses. O projeto foi implantado para operar com a bauxita trazida das margens do rio Trombetas, no Pará, a uma distância de 1.8OO km. Na zona do Parnaíba, o empreendimento industrial de maior porte é a Cepalma -- Celulose e Papéis do Maranhão S.A.
A inauguração do Porto do Itaqui, em São Luís, um dos mais profundos e movimentados do país, serviu para escoar a produção industrial e de minério de ferro vinda de trem da Serra dos Carajás, atividade explorada pela Vale. A estratégica proximidade com os mercados europeus e norte-americanos fez do Porto uma atraente opção de exportação, mas padece de maior navegação de cabotagem.
São Luís concentra mais da metade do PIB do estado; a capital passa por um processo marcante de crescimento econômico, sediando mais de três universidades (duas públicas e uma privada), além de uma dezena de centros de ensino e faculdades particulares. A expansão imobiliária é visível, mas o custo de vida ainda é bastante elevado e a exclusão social acentuada. Há grande dependência de empregos públicos.
Distritos Indústriais
O Maranhão conta 7 distritos industriais, das quais 3 (São Luis, Imperatriz e Balsas), e estão implantados e os restantes (Rosário, Santa Inês, Bacabal e Açailândia), em fase de implantação, todos localizados às margens ou em áreas que sofrem influência da Estrada de Ferro Carajás.
O Distrito Industrial mais importante do Estado é o de São Luis, situado a sudoeste da Ilha, onde estão instaladas as fábricas de Aluminia e Alumínio da ALUMAR (considerado uma das maiores do mundo), duas cervejarias (BRAHMA e ANTARCTICA) e aproximadamente 40 outras empresas que atuam nos setores Químicos, Têxtil, Gráfico, Imobiliário, Metalúrgicos, Metal Mecânico, Alimentos, Aliagenosas, Fertilizantes, Cerâmicos e Artefatos de Borracha e Cimento entro outros.
Tipos de Indústrias
Indústrias de Produtos Alimentícios: Destacam-se beneficiamento de arroz, panificação, oleaginosas e beneficiamento de produtos da agropecuária em geral. Principais Centros São Luis, Imperatriz, Caxias, Barra do Corda, Codó, Santa Inês, Santa Luzia, Açailândia, Pedreiras, Presidente Dutra, Bacabal e Zé Doca.
Indústria Madeireira: Açailândia, São Luis, Imperatriz, Amarante do Maranhão, Grajaú, Barra do Corda, Santa Luzia do Paruá e Cândido Mendes.
Construção Civil: São Luis, Caxias, Bacabal, Timon e Imperatriz.
Indústria de Minerais não Metálicos: São Luis, Rosário, Imperatriz, Grajaú, Timon e Caxias.
Indústria Mecânica: São Luis, Imperatriz, Açailândia, Santa Inês e Balsas.
Indústria Metalúrgica: São Luis, Imperatriz, Pedreiras e Açailândia.
Indústria do Mobiliário: São Luis, Imperatriz e Açailândia.
Indústria de Serviço de Reparação e Conservação: São Luis, Bacabal, Imperatriz e Santa Inês.
Indústria de Vestuário e Calçados: São Luis, Imperatriz, Bacabal e Caxias.
Indústria Gráfica: São Luis e Imperatriz
Indústria Diversas: São Luis, Imperatriz, Açailândia, Bacabal, Santa Inês e Barra do Corda.
Outros ramos industriais:
Extração Mineral: São Luis e Imperatriz
Material de Transporte: São Luis
Papel, Papelão e Borracha: São Luis
Química: São Luis, Imperatriz e Bacabal
Perfumaria, Sabão e Vela: Caxias, São Luis e Bacabal
Têxtil: São Luis
Utilidade Pública: São Luis
Álcool Etílico: São Luis
Estabelecimento e Pessoal Ocupado
De acordo com a distribuição das atividades do setor secundário maranhense, quando estudada isoladamente, pode-se imaginar um Estado bastante industrializada, no entanto, a posição maranhense em relação as demais unidades da Federação ainda bastante insignificante, pois a indústria no geral apresenta-se ainda sob a forma artesanal inclusive com o pessoa bastante reduzido.
XIV-TRANSPORTE E COMUNICAÇÕES
O estado possui apenas uma linha férrea, a Maranhão-Piauí, que na maior parte de seu percurso segue o rio Itapecuru, aproximadamente o mesmo percurso seguido pela principal rodovia. O território maranhense é cortado pela Belém-Brasília BR-010, que passa pela cidade de Imperatriz; e pela Transamazônica BR-230, no trecho Floriano PI-Porto Franco MA. E também BR-316, BR-135 e BR-222 que passam por várias cidades no Maranhão.
Mídia
Fundação Roquete Pinto (TVE Brasil)
Sistema Difusora de Comunicação (SBT)
Grupo Vieira da Silva (Rede Record)
Grupo Zildêni Falcão (RedeTV! e MTV)
Sistema Mirante de Comunicação (Rede Globo)
Sistema Maranhense de Radiodifusão (Band)
Sistema Tropical de Radiodifusão (Rede Diário
XV-CULTURA
Acervo histórico e arquitetônico. O Maranhão possui grande número de monumentos históricos e arquitetônicos, muitos tombados por lei federal, como o conjunto arquitetônico e paisagístico da cidade de Alcântara e, na capital, da praça Gonçalves Dias, da praça João Francisco Lisboa, do largo fronteiro à igreja de S. José do Desterro; a fonte do Ribeirão; o retábulo do altar-mor da catedral de Nossa Senhora da Vitória; a capela de São José e o portão da quinta das Laranjeiras; e o sambaqui do Pindaí.
Outros monumentos importantes são, na capital, a pirâmide do Bequimão, a pedra da Memória, homenagem à coroação de D. Pedro II, as casas onde moraram os escritores maranhenses Graça Aranha, Artur Azevedo e Aluízio de Azevedo, as estátuas de João Francisco Lisboa e Gonçalves Dias, o palácio dos Leões, o palácio Arquiepiscopal e o Centro Histórico da praia Grande. Em Alcântara, além dos numerosos sobrados coloniais de azulejos portugueses, há a praça Gomes de Castro, o Farol e o forte de S. Sebastião. Em Caxias, a antiga fábrica de tecelagem, transformada em centro cultural, e as ruínas da época da balaiada, no morro de Alecrim. E m Pindaré-Mirim há o Engenho Central, totalmente desprovido de cuidados pelo poder público.
Museus. São Luís abriga vários museus, como o de Artes Visuais, com trabalhos de artistas plásticos maranhenses e azulejaria européia do século XIX; o de Arte Sacra; o da Cafua dos Mercês, antigo mercado de escravos; e o Museu Histórico e Artístico do Maranhão. Em Alcântara, há um museu de arte sacra, com imagens e mobiliário dos séculos XVIII e XIX, e o Museu do Folclore, com imagens e estandartes usados na festa do Divino. Em Caxias há o memorial da Balaiada.
Culinária. A cozinha maranhense sofreu influência francesa, portuguesa, africana e indígena. O tempero é diferenciado fazendo uso de ingredientes como cheiro-verde (coentro e cebolinha verde), cominho em pó e pimenta-do-reino. No Maranhão é marcante a presença de peixes e frutos do mar como camarão, sururu, caranguejo, siri, pescada, robalo, tainha, curimbatá, mero, surubim e outros peixes de água doce e salgada. Além de consumir outros pratos como sarrabulho, dobradinha, mocotó, carne-de-sol, galinha ao molho pardo, todos acompanhados de farinha d'água. Da farta cozinha maranhense destaca-se o Arroz-de-Cuxá, símbolo da culinária do Maranhão, é feito com uma mistura de gergelim, farinha seca, camarão seco, pimenta-de-cheiro e o ingrediente especial - a vinagreira (hortaliça de origem africana muito comum no Maranhão).
Dentre os bolos consumidos pelos maranhenses pode-se destacar o bolo de macaxeira e o de tapioca. As sobremesas típicas da mesa maranhense são os doces portugueses e uma infinidade de doces, pudins e sorvetes feitos de frutas nativas como bacuri, buriti, murici, jenipapo, tamarindo, caju, cupuaçu, jaca etc.
A juçara (ou açaí) é muito apreciada pelos maranhenses, consumida com farinha, camarão, peixe, carne-de-sol ou mesmo na forma de suco, sorvete e pudim. Dada a importância da juçara na cultura maranhense, é realizada anualmente a Festa da Juçara.
A panelada, um cozido preparado a partir das vísceras da vaca, é popular em Imperatriz, segunda maior cidade no interior do estado, é oferecida em diversos pontos da cidade].
XVI-TURISMO.
O Maranhão, por ser localizado em um bioma de transição entre o sertão nordestino e a Amazônia, apresenta ao visitante uma mescla de ecossistemas somente comparada, no Brasil, com a do Pantanal Mato-Grossense. Possui mais de 650km de litoral, sendo, portanto, o estado com o 2º maior litoral brasileiro, superado apenas pela Bahia. O turismo praticado nele pode ser classificado em 2 tipos: turismo ecológico e turismo cultural/religioso
A bela arquitetura colonial de São Luís e de Alcântara, a variedade de restaurantes típicos, a beleza das praias, o belo artesanato, os diversos parques nacionais e estaduais e a moderna rede de hotéis concorrem para tornar o Maranhão um dos estados brasileiros de maior potencialidade turística. Além disso, tanto a capital como as cidades de Alcântara e Caxias apresentam um atraente calendário de eventos. A Festa do Divino, realizada entre maio e junho em Alcântara, é famosa em todo o Brasil; em junho realiza-se a festa folclórica Tambor da Crioula, as festas juninas e o bumba-meu-boi.
O ponto turístico em alta no Maranhão, conta com os lençóis maranhenses, cachoeiras no sul do Maranhão, em especial na cidade de Carolina, reserva do Gurupi, balneários na cidade de Caxias (Veneza, Ouro, Maria do Rosário e Reserva do Inhamum).
I-ASPECTOS GERAIS
O Maranhão é um dos 9 estados que formam a região Nordeste, ocupando o trecho ocidental da mesma. Forma juntamente com o Estado do Piauí, o chamado Meio Norte ou Nordeste Ocidental.
Na Bandeira Nacional, é representado pela Estrela Beta do Escorpião, lado inferior do círculo. Grande parte do seu território fica inserida na parte de atuação da SUDAM.
É o 8º maior estado da Federração e o 2º da região Nordeste, em superficie. Fica dentro do 2º fuso horário do Brasil, atrasado 3 horas em relação a Greenwich. É o fuso da Hora legal do Brasil- Hora de Brasilia.
II-LOCALIZAÇÃO
Está totalmente localizado ho Hemisferio Sul e no Hemisferio Ocidental. Ocupa a porção ocidental da região Nordeste, fazendo fronteira com a região Norte.
III-SUPERFÍCIE
A superficie do Maranhão é de 331. 983,293 km² do territorio brasileiro, o que lhe garante o 8º lugar entre os maiores unidades da Federação, superado pelos Estados do Amazonas, Pará, Matp Grosso, Góias, Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso do Sul.
É o 2° maior Estado da região Nordeste, ocupando 21,2% do total desta tegião, sendo superado pelo Estado da Bahia.
IV-DIMENSÕES
O território maranhense se estende mais no sentido norte-sul, de Cabo Gurupi até as cabeceiras do rio Parnaíba num total de 1. 032 km.
Da barra do rio Parnaíba (ponto extremo a leste) confkuência do Araguai e Tocantins (ponto extremo a oeste), a dimensão é de 781 km.
V-LIMITES
Norte: Oceano Atlântico...640 km
Sul e Sudoeste: Tocantins... 1. 060 km
Sul e Sudeste: Piauí... 1. 365 km
Oeste: Pará... 798 km
O Maranhão separa-se:
Do Piauí pelo rio Parnaíba.
Do Pará pelo rio Gurupi
So Tocantins pelos rios Tocantins e Manoel Alves Grande.
VI-PONTOS EXTREMOS
Norte: Farol da Pedra Grande na Ilha de São João, no município de Carutapera
Sul: Nascente do rio Àguas Quentes na Serra sa Tabatinga, Município de Alto Parnaíba
Leste: rio Parnaíba, defluência com o rio Iguaçu, município de Araioses
Oeste: confluência dos rios Tocantins e Araguaia, municipio de Imperatriz.
VII-GEOLOGIA E RELEVO
De relevo plano, o Maranhão tem 90% do território abaixo de 200m de altura e apenas dez por cento acima de 300m. O quadro geomorfológico é composto por duas unidades: a baixada litorânea e o planalto. Domina na baixada um relevo de colinas e tabuleiros, talhados em arenitos da série Barreiras. Em certas partes do litoral, inclusive na ilha de São Luís, situada no centro do chamado golfão maranhense, esse relevo chega até a linha da costa. Em outras, fica separado do mar por uma faixa de terrenos baixos e planos, sujeita a inundações no período das chuvas. É a planície litorânea propriamente dita, que no fundo do golfão toma o nome de Perises. A leste do golfão maranhense, esses terrenos assumem o caráter de amplos areais com formações de dunas, que integram a costa dos Lençóis, até a baía de Tutóia.
O planalto ocupa todo o interior do estado com um relevo tabular. Apresenta feição de um conjunto de chapadões talhados em terrenos sedimentares (arenitos xistosos e folhelhos). Nas proximidades do golfão maranhense as elevações alcançam apenas 150 a 200m de altura; mais para o sul, 300 a 400m; e nas proximidades do divisor de águas, entre as bacias do Parnaíba e Tocantins, atingem 600m. Os vales do planalto separam os chapadões uns dos outros por meio de entalhes profundos, e por essa razão os chapadões apresentam escarpas abruptas em contraste com o topo regular.
VIII-CLIMA.
Ocorrem no Maranhão quatro tipos de clima de acordo com Thorntwaite (1948): o equatorial superúmido (noroeste do Maranhão), o equatorial úmido (norte e oeste do Maranhão), o tropical sub-úmido (sudeste e nordeste do Maranhão) e o tropical sub-úmido seco (leste e centro-sudeste do Maranhão). Os quatro apresentam regimes térmicos semelhantes, com médias anuais elevadas, que variam em torno de 26o C, mas diferem quanto ao comportamento pluviométrico. O primeiro tipo, dominante na parte ocidental do estado, apresenta os totais mais elevados (cerca de 2.000mm anuais); os outros três apresentam pluviosidade mais reduzida (de 1.250 a 1.500mm anuais) e estação seca bem marcada, e diferem entre si, como seu próprio nome indica, pela época de ocorrência das chuvas.
XIX-VEGETAÇÃO.
Uma vegetação de floresta, campos e cerrados reveste o território maranhense.
A floresta Amazônica ocupa toda a porção oeste e noroeste do estado, ou seja, a maior parte da área situada a oeste do rio Itapecuru. Essa floresta encontra devastada em conseqüência da siderúrgica de ferrogusa, extração de madeira e para pasto pra gado.
Mata dos Cocais, nessas matas ocorre com grande abundância a palmeira do babaçu, produto básico da economia extrativa local e também a Carnaúba. Ocupa a parte central do Estado.
Os campos dominam em torno do golfão maranhense e no litoral ocidental, tem como característica vegetação herbácea alegável pelos rios e lagos da Baixada Maranhense.
Os cerrados é a vegetação predominante no Maranhão e recobrem as regiões oriental e meridional. Formado por árvores de porte médio e vegetação rasteira.
Mangues predomina no litoral maranhense desde a foz do Gurupi até a foz do Periá..
X-HIDROGRAFIA
Quase toda a drenagem do estado se faz de sul para norte através de numerosos rios independentes que se dirigem para o Atlântico: Gurupi, Turiaçu, Pindaré, Mearim, Manoel Alves Grande, Itapecuru e Parnaíba. A sudoeste do estado uma pequena parte do escoamento se faz em direção a oeste. Integram-na pequenos afluentes da margem direita do Tocantins.
X.1- O LITORAL MARANHENSE
O litoral Maranhense situa-se no Atlântico Sul, no segmento norte ou setentrional do Brasil, estendendo-se do Estuário do Gurupi (PA/MA) até o Delta das Américas (MA/PA), tendo como características principais: os mangues, dunas, as maiores marés do país e grande potencial turístico.
LITORAL OCIDENTAL
· Entre Carutapera e Alcântara
· Baías, rias, mangues e ilhas
· Atividade pesqueira
· Destaques: Antilhas Maranhenses e Parcel de Manoel Luis
· Foz mais importantes: rios Gurupi, Turiaçu. e Pericumã
· Rico em rios
GOLFÃO MARANHENSE
· Entre Alcântara e Icatu
· Rias e Mangues
· Atividade Portuária (Itaqui, Ponta da Madeira e Alumar)
· Destaques: Ilha de São Luis, Baía de São Marcos. Baía de São José e Estreito dos Mosquitos
· Foz mais importante: rios Pindaré, Mearim, Itapecuru e Munim
· Rico em rios
LITORAL ORIENTAL
· Entre Icatu e Araioses
· Dunas
· Potencial Salineiro
· Destaques: Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses e Delta das Américas (Parnaíba)
· Foz mais importante: rio Periá, Preguiças e Parnaíba
· Pobre em rios
XI-POPULAÇÃO
A população do Maranhão é estimada em 6.184.538 habitante, de acordo com dados do IBGE de 2006.
No centro-norte do estado -- em toda a região situada em torno do golfão maranhense e ao sul deste (vales dos rios Pindaré, Mearim, Grajaú e Itapecuru) -- registram-se as mais elevadas densidades demográficas. No restante do estado o povoamento é escasso. É forte a proporção de negros e mulatos, além de remanescentes indígenas dos grupos tupis e jês.
Com exceção do extremo ocidental do estado, que pertence à área de influência de Belém, todo o território maranhense é parte integrante da região polarizada por Recife e mais recentemente Fortaleza. A ação econômica da metrópole pernambucana se exerce no Maranhão por intermédio de São Luís, para a maior parte do território estadual, e de Teresina, capital do Piauí, para alguns municípios situados junto à divisa com esse estado.
O índice de urbanização do Maranhão é baixo, com cerca de um terço da população nas áreas urbanas. À capital do estado, São Luís, seguem-se em importância Imperatriz, Caxias, Santa Inês, Codó e Bacabal. Os demais centros urbanos são modestos: Santa Luzia, Barra do Corda, Timon, Pedreiras, Monção, Açailândia, Coroatá, Penalva são os de maior população.
XII-ECONOMIA
Agricultura e pecuária. A principal região econômica do Maranhão é o centro-norte, onde se localizam os vales dos rios Pindaré, Mearim e Itapecuru. Ali se concentra a maior parte das atividades agrícolas, pastoris e extrativas do estado. O vale do Itapecuru foi ocupado nos séculos XVIII e XIX pela cultura algodoeira. Na segunda metade do século XX, passou a dominar nessa região a cultura do arroz, secundada pela do milho, da mandioca, do feijão e do algodão arbóreo. Além de principal produtor de arroz do estado, o vale do Itapecuru é também o maior produtor de coco de babaçu e tem o segundo rebanho bovino do estado. Imigrantes nordestinos que repovoaram os sertões do Mearim e do Pindaré, e também o caboclo maranhense, dedicaram-se à rizicultura com tal afinco que logo a produção passou da casa dos milhares para a dos milhões de sacas, e o arroz voltou a ser exportado para o resto do país.
Os vales dos rios Mearim e Pindaré constituem áreas de ocupação mais recente que a do Itapecuru. Para lá acorreram migrantes do próprio Maranhão e provenientes de outros estados nordestinos. A economia dessa região baseia-se nas culturas de milho e arroz e na extração do coco de babaçu. Ainda na região centro-norte encontram-se os campos de Perises, principal área criatória do estado.
No restante do estado desenvolvem-se as mesmas atividades do centro-norte, só que em escala mais reduzida. A atividade agrícola quase sempre se restringe a culturas de subsistência. O principal produto vegetal do Maranhão é o babaçu, empregado na fabricação de um óleo finíssimo, comestível e de alto valor industrial, como lubrificante e combustível, ou como insumo para a saboaria. A torta, resíduo da extração do óleo, é transformada em farelo para alimentação do gado bovino e suíno, ou usada como adubo nitrogenado. As cascas do coco dão um ótimo carvão, com elevado teor de carbono, utilizado como redutor de minério. Por um processo de destilação físico-química, as cascas produzem também alcatrão, acetatos, ácido acético e álcool.
Poderemos ainda classificar num resumo a economia maranhense:
Agricultura
A agricultura maranhense é a principal atividade econômica do Estado, considerando o seu nível de desenvolvimento que ainda é bastante reduzido, podemos caracterizar a agricultura maranhense como:
Arcaica: A maioria dos agricultores maranhenses, ainda utilizam sistema de roça de herança indígena, utilizando técnicas, recursos e instrumentos rudimentares tais como: rotação de terra, energia humana e animal, enxada, foice, facão, machado, sacho, etc.
Policultura de subsistência: Os produtos na roça são cultivados sob a forma de consórcios e destinados principalmente a manutenção da família.
Baixa produtividade O modo de uso do solo e as técnicas utilizadas proporcionam baixo rendimento dos produtos por áreas cultivadas.
Dependência da natureza: A atividade agrícola do maranhão está condicionada aos elementos naturais, como o clima e o solo, assim as áreas do solo naturalmente férteis como os vales fluviais são mais explorados.
Produtos tropicais: Considerando a dependência natural do agricultor maranhense aliada a técnicas primitivas, os produtos maranhenses são tipicamente tropicais.
A Pecuária
A pecuária maranhense se caracteriza por ser o tipo extensiva, onde os rebanhos são criados soltos, pastando naturalmente sem cuidados técnicos, apresentando baixa produtividade.
Os principais rebanhos
Bovinos: Criado em todo espaço maranhense, este rebanho desempenhou importante papel no povoamento do interior do Estado. Hoje é o rebanho mais importante economicamente, sendo criado por toda a população rural, desde o pequeno produtor, onde o gado é criado solto, ocupando principalmente as capoeiras o centro-leste do Estado, até as grandes fazendas do centro-oeste, onde há maiores cuidados e o gado é destinado a produção de carne e leite.
Suíno: Também criado pelo pequeno e grande pecuarista, sendo o segundo principal rebanho do Estado, onde nos arredores das maiores cidades vem passando por um aprimoramento, aumentando a produtividade, no entanto a maior criação é do pequeno pecuarista, sendo a mesma criada solta, condicionada as pastagens naturais.
Caprino e Ovino: Rebanhos sem grande expressão na pecuária maranhense, sendo voltado mais para o consumo familiar, pois os seus produtos são mais raros para o consumidor maranhense. A principal área de criação é o centro-leste do Estado.
Bubalino: Rebanho criado nos campos alagados da baixada maranhense, fazendo do Maranhão o segundo criador nacional. Embora não seja explorado comercialmente, o búfalo vem assumindo importante papel na produção alimentar, apesar do rebanho apresentar ritmo de crescimento bastante lento em relação aos demais.
Aves Liderado pela galinha este é um rebanho que assume um importante papel na alimentação do trabalhador urbano de baixa renda, pois os baixos custos tem proporcionado a redução dos preços em relação às outras fontes.
Eqüinos, Muares e Asininos: São rebanhos de grande importância no transporte para o pequeno trabalhador urbano rural, auxilia a criação dos outros rebanhos.
Localização
Bovinos: Açailândia, Santa Luzia, Imperatriz e Riachão.
Suíno: Caxias, Pinheiro, Codó e Santa Luzia.
Bubalino: Pinheiro, Viana e Cajari.
Caprino: Caxias, Chapadinha, Buriti e Codó, São Francisco do Ma, Barão de Grajaú.
Eqüino: Codó, Caxias e Lago da Pedra.
Asinino: Caxias, Barra do Corda, Bacabal e Lago da Pedra.
Muares: Lago da Pedra, Bacabal, Barra do Corda e Santa Luzia.
Aves: São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Santa Luzia, Imperatriz e São Luis.
Extrativismo Animal
Os diferentes Biomas, formações litorâneas, estuários, cerrados, campos inundáveis, lagos, formações florestais e cocais refletem na grande diversidade de espécies na fauna maranhense, que retribui na contribuição para sobrevivência de muitas espécies vegetais, pois têm papel fundamental na origem e recuperação pedóloga, assim como são indicadores vivos das condições ambientais e produtividade dos ecossistemas.
Pesca
O Maranhão encontra-se entre os grandes pescadores nacionais, embora a atividades pesqueira no Maranhão ainda seja praticada de forma bastante primitiva com o uso de instrumentos artesanais. O litoral maranhense é bastante favorável à pesca devido os seguintes fatores: a extensão, a grande plataforma continental, estuários fluviais, marés e correntes marinhas. Todos os municípios costeiros praticam a pesca seja junto a costa com as geleiras o barco a remo com destaque para a pescada, bagre, serra, corvina e tainha, ou em alto mar com pargueiros destacando-se cavala, pargo, garaupa, cioba, carachimbola capturados principalmente nas proximidades bancos de recifes.
Municípios cuja atividade pesqueira é significante: Carutapera, Luis Domingues, Godofredo Viana, Cândido Mendes, Turiaçu, Bacuri, Cururupu, Cedral, Guimarães, Alcântara, São Luis, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Axixá, Morros, Icatu, Primeira Cruz, Humberto de Campos, Barreirinhas e Tutóia.
Além da pesca marinha, o Maranhão aproveita também a piscosidade dos rios, igarapés e lagos para a atividade pesqueira. A pesca fluvial assume o papel de uma atividade a mais para a complementação alimentar e aumentar a renda familiar da população ribeirinha. Com o uso de malhadeira, Zangaria, Tapagem, Curral, rede de arrasto, espinhal, tarrafos, puçás, etc. A população ribeirinha captura várias espécies para fins alimentares ou para venda sob forma cambo como: branquinha, curimatá, piau, surubim, pescada, mandi, cascudo, traira, mandubi, etc. Entre as grandes fontes destacam-se os rios Pindaré, Mearim, Itapecuru, Grajaú, Munin, etc.
A pesca nos lagos é de grande importância para a economia da população local, sendo a região banhada por Lago-Açú, nos municípios de Vitória do Mearim e Pio XII o grande produtor estadual, hoje Conceição de Lago-Açú.
Molusco
Representados por Sururu, Ostras, Sarnambi dentre outros que habitam faixas litorâneas e estuários. São muito apreciados e de alto valor nutritivo representando uma fonte alternativa de subsistência às populações carentes, quer seja pelo consumo ou comercialização.
Áreas de ocorrências: Baías de Sarnambi, Tubarão, Caçambeira, Lençóis, São José, Tutóia e estuários dos rios Cururuca, Mosquitos e Coqueiros.
A produção de moluscos no Estado do Maranhão apresenta uma posição de ponta diante dos demais estados nordestinos.
Camarão: De ocorrências significativa no Estado, em área de reentrâncias, baías, golfos e igarapés, tem nos municípios de Guimarães, Cururupu, Bacuri, Tutóia, Paço do Lumiar e São José de Ribamar seus principais produtores.
Caranguejo: Largamente consumido em áreas de lazer, o caranguejo é um dos principais componentes da fauna dos manguezais, tendo os municípios da ilha e Araioses os grande produtores.
Siri
Lagosta
Guarás
Caça
Embora cada vez mais rara, a caça ainda é praticada no Maranhão para o complemento alimentar do trabalhador rural, principalmente em áreas onde não há grandes concentrações populacionais. São alvos para fins espécies de mamíferos como tatu, paca, cutia, capivara, porco-do-mato e veados do tipo catingueiro e mateiro, assim como aves para o consumo como nambu, siricora e outras, no entanto, as grandes capturas são nas jaçanãs e nos guarás ambos para fins comerciais.
Extrativismo Vegetal
Beneficiado pela situação geográfica as condições naturais e a grande variedades de paisagens, principalmente a mata característica. O extrativismo maranhense se destaca no cenário nacional pela quantidade e variedades de produtos, sendo uma das principais atividades econômicas do Estado. Entre os produtos podemos destacar:
Babaçu: (Obygnya martiana) É a maior riqueza do extrativismo maranhense, pois trata-se do produto de exportação mais importante do Estado. O Maranhão apresenta a maior produção nacional. O babaçu é extraído pelo pequeno agricultor de forma bastante rudimentar, principalmente pela população feminina, onde a renda é obtida e trocada por gêneros de consumo nas quitandas. Os maiores focos dos babaçuais encontram-se nos vales dos principais rios maranhenses, na mata de transição.
Jaborandi ou arruda: (Pilocarpus jaborandi) É um arbusto da família das rutáceas que, no Brasil ocorre na Amazônia Oriental, sendo o Maranhão o grande produtor nacional. Desta planta extrai-se uma substância denominada policarpina, longamente utilizada na indústria farmacêutica. A maior extração desse produto ocorre nos meses secos no município de Arame, Morros, Barra do Corda, Santa Luzia e São Benedito do Rio Preto.
Madeira em tora: A Amazônia Oriental penetra no oeste maranhense, apresentado-se menos densa, associada ao processo de ocupação da porção ocidental do Estado e a implantação de siderúrgicas na região, tem acelerado o processo de extração de madeira em tora no Brasil.
Entre as espécies destacam-se o pau-d’arco ou Ipê, Jatobá, Maçaranduba, Mogno, Angelim e outros. No cerradão o potencial madeireiro é pouco, salva-se quando há ocorrências de espécies como Sucupira, Maçaranduba e Jatobá, por outro lado o cerrado volta-se a produção de lenha e construção de cercas através dos mourões.
Outros produtos de extração vegetal
Produto
Extração no Maranhão
Prod. Nacionais
Carvão Vegetal
Em todo MA, principalmente Açailândia, Sta. Quitéria do MA
MG, GO, MS e MA
Lenha
Extraído do Leste e Oeste MA, destacando-se Caxias
BA, CE, MG e MA
Cera de Carnaúba
Baixo Parnaíba e Pinheiro
PI, CE, RN e MA
Fibra de Carnaúba
Município de Pinheiro
CE, MA e PI
Fibra de Buriti
Lençóis Maranhenses em Tutóia
PA, MA e BA
Tucum
Santa Rita, Anajatuba e Magalhães de Almeida
PI, MA e BA
Açai
Município de Cururupu
PA, AM e AP
Castanha de Cajú
Município de Zé Doca
BA, PE, CE e RN
Pequi
Município de Timon
GO, MG, BA e PI
Extrativismo Mineral
A formação geológica confere ao Estado o seu potencial mineral, cuja atividade é de pequena expressão na economia, seja pela concentração de minerais, ou seja pela forma de extração.
Entre os principais produtos, pode-se destacar:
Calcário: Bastante difundido pelo sudoeste, avançando de oeste para leste até Presidente Dutra, partindo para o nordeste, destacando-se Codó, Caxias e Coroatá. É matéria-prima para a fabricação de cimento, fertilizantes e utilizados na correção de solos.
Gipsita: Sua distribuição é semelhante ao calcário.
Ouro: Turiaçu, Maracaçumé, Cândido Mendes, etc.
Cobre: Pingado no Vale do Parnaíba.
Diamante: Balsas e Carolina
Opala: Porto Franco
Urânio: Imperatriz
Água Mineral: São José de Ribamar, São Luis, Caxias e Imperatriz
Granito: No afloramento Pré-Cambriano nos municípios de Rosário, Morros e Axixá.
Mármore: Fortaleza dos Nogueiras e Caxias
Argila: São Luis, Paço do Lumiar, Rosário, Guimarães e Mirinzal.
Petróleo: Ocorrências em Barreirinhas.
Enxofre: Tutóia e Barreirinhas
Sal Marinho: É o principal produto do extrativismo mineral, onde o Maranhão possui a quarta produção nacional, sendo superado pelo Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, e Ceará. A extração ocorrer principalmente em Tutóia, Humberto de Campos, Araioses e Primeira Cruz.
Manganês e Ferro
No município de Pirapemas há ocorrências de gás de potássio.
Energia e mineração. A energia elétrica no Maranhão é distribuída pela Companhia Energética do Maranhão, e é oriunda de dois sistemas operacionais.Companhia Hidrelétrica de São Francisco: Através da Hidrelétrica Presidente Castelo Branco ou Boa Esperança no Rio Parnaíba, responsável pelo abastecimento hidrelétrico do Nordeste Ocidental (MA e PI).Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A: Através da Hidrelétrica de Tucuruí no Rio Tocantins, fornecedora da energia para os Projetos Econômicos, inclusive a cidade de São Luis e mais recentemente um grande número de municípios de Baixada.
As principais atividades extrativas do Maranhão são a exploração de sal marinho e o garimpo de ouro e diamantes, na região do baixo rio Gurupi.
XIII-INDÚSTRIA.
Na década de 1980, foi inaugurado no Distrito Industrial de São Luís a fábrica de alumínio da Alcoa, com capitais americanos e anglo-holandeses. O projeto foi implantado para operar com a bauxita trazida das margens do rio Trombetas, no Pará, a uma distância de 1.8OO km. Na zona do Parnaíba, o empreendimento industrial de maior porte é a Cepalma -- Celulose e Papéis do Maranhão S.A.
A inauguração do Porto do Itaqui, em São Luís, um dos mais profundos e movimentados do país, serviu para escoar a produção industrial e de minério de ferro vinda de trem da Serra dos Carajás, atividade explorada pela Vale. A estratégica proximidade com os mercados europeus e norte-americanos fez do Porto uma atraente opção de exportação, mas padece de maior navegação de cabotagem.
São Luís concentra mais da metade do PIB do estado; a capital passa por um processo marcante de crescimento econômico, sediando mais de três universidades (duas públicas e uma privada), além de uma dezena de centros de ensino e faculdades particulares. A expansão imobiliária é visível, mas o custo de vida ainda é bastante elevado e a exclusão social acentuada. Há grande dependência de empregos públicos.
Distritos Indústriais
O Maranhão conta 7 distritos industriais, das quais 3 (São Luis, Imperatriz e Balsas), e estão implantados e os restantes (Rosário, Santa Inês, Bacabal e Açailândia), em fase de implantação, todos localizados às margens ou em áreas que sofrem influência da Estrada de Ferro Carajás.
O Distrito Industrial mais importante do Estado é o de São Luis, situado a sudoeste da Ilha, onde estão instaladas as fábricas de Aluminia e Alumínio da ALUMAR (considerado uma das maiores do mundo), duas cervejarias (BRAHMA e ANTARCTICA) e aproximadamente 40 outras empresas que atuam nos setores Químicos, Têxtil, Gráfico, Imobiliário, Metalúrgicos, Metal Mecânico, Alimentos, Aliagenosas, Fertilizantes, Cerâmicos e Artefatos de Borracha e Cimento entro outros.
Tipos de Indústrias
Indústrias de Produtos Alimentícios: Destacam-se beneficiamento de arroz, panificação, oleaginosas e beneficiamento de produtos da agropecuária em geral. Principais Centros São Luis, Imperatriz, Caxias, Barra do Corda, Codó, Santa Inês, Santa Luzia, Açailândia, Pedreiras, Presidente Dutra, Bacabal e Zé Doca.
Indústria Madeireira: Açailândia, São Luis, Imperatriz, Amarante do Maranhão, Grajaú, Barra do Corda, Santa Luzia do Paruá e Cândido Mendes.
Construção Civil: São Luis, Caxias, Bacabal, Timon e Imperatriz.
Indústria de Minerais não Metálicos: São Luis, Rosário, Imperatriz, Grajaú, Timon e Caxias.
Indústria Mecânica: São Luis, Imperatriz, Açailândia, Santa Inês e Balsas.
Indústria Metalúrgica: São Luis, Imperatriz, Pedreiras e Açailândia.
Indústria do Mobiliário: São Luis, Imperatriz e Açailândia.
Indústria de Serviço de Reparação e Conservação: São Luis, Bacabal, Imperatriz e Santa Inês.
Indústria de Vestuário e Calçados: São Luis, Imperatriz, Bacabal e Caxias.
Indústria Gráfica: São Luis e Imperatriz
Indústria Diversas: São Luis, Imperatriz, Açailândia, Bacabal, Santa Inês e Barra do Corda.
Outros ramos industriais:
Extração Mineral: São Luis e Imperatriz
Material de Transporte: São Luis
Papel, Papelão e Borracha: São Luis
Química: São Luis, Imperatriz e Bacabal
Perfumaria, Sabão e Vela: Caxias, São Luis e Bacabal
Têxtil: São Luis
Utilidade Pública: São Luis
Álcool Etílico: São Luis
Estabelecimento e Pessoal Ocupado
De acordo com a distribuição das atividades do setor secundário maranhense, quando estudada isoladamente, pode-se imaginar um Estado bastante industrializada, no entanto, a posição maranhense em relação as demais unidades da Federação ainda bastante insignificante, pois a indústria no geral apresenta-se ainda sob a forma artesanal inclusive com o pessoa bastante reduzido.
XIV-TRANSPORTE E COMUNICAÇÕES
O estado possui apenas uma linha férrea, a Maranhão-Piauí, que na maior parte de seu percurso segue o rio Itapecuru, aproximadamente o mesmo percurso seguido pela principal rodovia. O território maranhense é cortado pela Belém-Brasília BR-010, que passa pela cidade de Imperatriz; e pela Transamazônica BR-230, no trecho Floriano PI-Porto Franco MA. E também BR-316, BR-135 e BR-222 que passam por várias cidades no Maranhão.
Mídia
Fundação Roquete Pinto (TVE Brasil)
Sistema Difusora de Comunicação (SBT)
Grupo Vieira da Silva (Rede Record)
Grupo Zildêni Falcão (RedeTV! e MTV)
Sistema Mirante de Comunicação (Rede Globo)
Sistema Maranhense de Radiodifusão (Band)
Sistema Tropical de Radiodifusão (Rede Diário
XV-CULTURA
Acervo histórico e arquitetônico. O Maranhão possui grande número de monumentos históricos e arquitetônicos, muitos tombados por lei federal, como o conjunto arquitetônico e paisagístico da cidade de Alcântara e, na capital, da praça Gonçalves Dias, da praça João Francisco Lisboa, do largo fronteiro à igreja de S. José do Desterro; a fonte do Ribeirão; o retábulo do altar-mor da catedral de Nossa Senhora da Vitória; a capela de São José e o portão da quinta das Laranjeiras; e o sambaqui do Pindaí.
Outros monumentos importantes são, na capital, a pirâmide do Bequimão, a pedra da Memória, homenagem à coroação de D. Pedro II, as casas onde moraram os escritores maranhenses Graça Aranha, Artur Azevedo e Aluízio de Azevedo, as estátuas de João Francisco Lisboa e Gonçalves Dias, o palácio dos Leões, o palácio Arquiepiscopal e o Centro Histórico da praia Grande. Em Alcântara, além dos numerosos sobrados coloniais de azulejos portugueses, há a praça Gomes de Castro, o Farol e o forte de S. Sebastião. Em Caxias, a antiga fábrica de tecelagem, transformada em centro cultural, e as ruínas da época da balaiada, no morro de Alecrim. E m Pindaré-Mirim há o Engenho Central, totalmente desprovido de cuidados pelo poder público.
Museus. São Luís abriga vários museus, como o de Artes Visuais, com trabalhos de artistas plásticos maranhenses e azulejaria européia do século XIX; o de Arte Sacra; o da Cafua dos Mercês, antigo mercado de escravos; e o Museu Histórico e Artístico do Maranhão. Em Alcântara, há um museu de arte sacra, com imagens e mobiliário dos séculos XVIII e XIX, e o Museu do Folclore, com imagens e estandartes usados na festa do Divino. Em Caxias há o memorial da Balaiada.
Culinária. A cozinha maranhense sofreu influência francesa, portuguesa, africana e indígena. O tempero é diferenciado fazendo uso de ingredientes como cheiro-verde (coentro e cebolinha verde), cominho em pó e pimenta-do-reino. No Maranhão é marcante a presença de peixes e frutos do mar como camarão, sururu, caranguejo, siri, pescada, robalo, tainha, curimbatá, mero, surubim e outros peixes de água doce e salgada. Além de consumir outros pratos como sarrabulho, dobradinha, mocotó, carne-de-sol, galinha ao molho pardo, todos acompanhados de farinha d'água. Da farta cozinha maranhense destaca-se o Arroz-de-Cuxá, símbolo da culinária do Maranhão, é feito com uma mistura de gergelim, farinha seca, camarão seco, pimenta-de-cheiro e o ingrediente especial - a vinagreira (hortaliça de origem africana muito comum no Maranhão).
Dentre os bolos consumidos pelos maranhenses pode-se destacar o bolo de macaxeira e o de tapioca. As sobremesas típicas da mesa maranhense são os doces portugueses e uma infinidade de doces, pudins e sorvetes feitos de frutas nativas como bacuri, buriti, murici, jenipapo, tamarindo, caju, cupuaçu, jaca etc.
A juçara (ou açaí) é muito apreciada pelos maranhenses, consumida com farinha, camarão, peixe, carne-de-sol ou mesmo na forma de suco, sorvete e pudim. Dada a importância da juçara na cultura maranhense, é realizada anualmente a Festa da Juçara.
A panelada, um cozido preparado a partir das vísceras da vaca, é popular em Imperatriz, segunda maior cidade no interior do estado, é oferecida em diversos pontos da cidade].
XVI-TURISMO.
O Maranhão, por ser localizado em um bioma de transição entre o sertão nordestino e a Amazônia, apresenta ao visitante uma mescla de ecossistemas somente comparada, no Brasil, com a do Pantanal Mato-Grossense. Possui mais de 650km de litoral, sendo, portanto, o estado com o 2º maior litoral brasileiro, superado apenas pela Bahia. O turismo praticado nele pode ser classificado em 2 tipos: turismo ecológico e turismo cultural/religioso
A bela arquitetura colonial de São Luís e de Alcântara, a variedade de restaurantes típicos, a beleza das praias, o belo artesanato, os diversos parques nacionais e estaduais e a moderna rede de hotéis concorrem para tornar o Maranhão um dos estados brasileiros de maior potencialidade turística. Além disso, tanto a capital como as cidades de Alcântara e Caxias apresentam um atraente calendário de eventos. A Festa do Divino, realizada entre maio e junho em Alcântara, é famosa em todo o Brasil; em junho realiza-se a festa folclórica Tambor da Crioula, as festas juninas e o bumba-meu-boi.
O ponto turístico em alta no Maranhão, conta com os lençóis maranhenses, cachoeiras no sul do Maranhão, em especial na cidade de Carolina, reserva do Gurupi, balneários na cidade de Caxias (Veneza, Ouro, Maria do Rosário e Reserva do Inhamum).
BIBLIOGRAFIA
AYOADE, J. O. Introdução à climatologia para os trópicos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.
DISPONIVEL EM: http://www.wikipédia.com.br/. Acesso em 30 out 2008.
GUERRA, Antonio José Teixeira. Geomorfologia: uma atualização de bases e conceitos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.
MONTEIRO. J. Aglailton dos S. Aspectos Apostila de Geografia do Maranhão. Disponível em:<>. Acesso em 31 out 2008.
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